Ainda arrumando a tralha antes da ceia de Natal, desencavei desse outro boletim do iab, jul, ago e set, um texto da Poliana de Melo.
Cada vez mais me sinto meio cabeçudo.
Todos se lembram que não fui exatamente um aluno exemplar e, claro, enforquei muitas aulas.
Preciso que me ajudem a compreender o texto, que transcrevo na íntegra.
Sério mesmo, devo ter faltado a mais aulas do que devia...
Complexo sistema de redes
O IAB/SP sediou a palestra dos jovens arquitetos Franklin Lee e Anne Save Beaurecueil, em Julho. Uma palestra envolvente e que foi prestigiada e acompanhada por muitos olhares curiosos e ouvidos atentos, de muitos arquitetos e estudantes de arquitetura. Confira.
A palestra revelou uma arquitetura simbiótica que abre um universo de sentidos, metamorfoseando e subdividindo-se em hetereogeneidades, fazendo surgir estruturas fractais elaboradas de articulações volumétricas e espaciais, despertando para um pecurso possível da Arquitetura, que podem ser tácteis.
Estruturas que funcionam como Sistemas de redes digitais, traçando uma interatividade contínua de projeções multidirecionais, que são modificadas pelas intenções fenomenológicas e tecnológicas o tempo todo.
Uma arquitetura performática estimulada por comandos, que se alimenta, que cresce, que incha, que tenta flutuar. Suas frações compõem uma arquitetura líquida e cambiante de múltiplas e fluídas superposições, na qual seus fluxos permitem a decomposição dos espaços que se concretizaram e nessa direção constituem um novo processo de urbanização, cito nesse momento o projeto de Changsha entre outros que podemos conhecer no site www.subdv.com.
Franklin Lee e Anne Save usam as forças analógicas com a geometria analítica na concepção arquitetônica para inclusão de novos sentidos e técnicas, que apreendem esse novo espaço de interfaces culturais, sociais, tecnológicas, estruturantes e intercambiáveis, que operam um universo de linguagens diferenciadas e direcionam para um futuro próximo, intrínseco de sistemas inteligentes interativos que estabelecem uma ligação semiótica entre a parte e o todo, descobrindo princípios de semelhança entre elementos distintos.
Essa arquitetura alterada age em bases epistemológicas e por isso muda nossas relações com o ambiente, interferindo em "situações complexas", nas quais não exerce controle total, porque é viva e não depende só de sua estrutura para ser e permanecer.
A malha de computação dinâmica é uma rede estrutural de interconectividades infinitas, que caracteriza a evolução social e intelectual num processo de desenvolvimento multidisciplinar que caminha junto com as tecnologias da informação construindo novas relações humanas. Anne Save e Franklin Lee experimentam e controem a partir desse conceito de projetar condições para que seus projetos continuem avançando sempre no tempo e no espaço sempre atentos à percepção de complexidade.
Então, sério mesmo, não consegui acompanhar a autora.Ajudem-me, por favor !e Feliz Natal.