one post a day keeps the bore away ;-O
Tsunami visto do alto. Que coisa mais impressionante.
Neste site da Nasa, imagens desde a estação espacial, Goes e do satélite conjunto Franco.Americano.
Bom, estou nesse negócio, de uma maneira ou de outra, desde 1992. 1990, prá ser mais exato, quando trabalhei com o Lali e o Cremonesi. Nós projetávamos escritórios tratados acusticamente para indústrias. Reformávamos sistemas de ar condicionado, isolando acusticamente os dutos e salas de máquinas. Criávamos blimps para isolar máquinas industriais muito ruidosas.
Todos os projetos eram feitos tridimensionalmente no CAD - eu disse feitos, e não passados para o CAD depois de resolvidos. Freqüentemente fazíamos um ou dois croquis a mão, para agilizar a comunicação com a oficina. Sim, havia uma oficina de serralheria e marcenaria própria, e testávamos os projetos in house.
Croquis eram usados também para passar faxes aos fornecedores. Estes nunca gostaram dos desenhos em CAD !
::
Isso foi em 1990 e 1991.
Estamos, desde primeiro de janeiro, em 2005. São quatorze anos.
De todas as cotações que solicitei até agora por e.mail - acho que já beiram umas trezentas - apenas umas 30 foram respondidas de primeira. Umas outras tantas seguiram-se de telefonemas, nos quais os carinhas solicitavam que passasse o pedido por fax. Fax, dá prá acreditar ?
As demais só foram recebidas por telefone. Sim, foi necessário ligar para cada um dos fornecedores, combinar uma entrega de desenho plotado, mandar o motoboy ou esperar o motoboy, seja como for, aguardar que elaborassem seus cálculos, aguardar o motoboy e voilá, passar a cotação do papel para o Excel...
Acredito que várias das empresas usem o Excel, mas ao menos numa delas ouvi a confidência duma secretária: "Eles não gostam de passar o arquivo em Excel, para que o cliente não tenha acesso às fórmulas usadas para elaborar os cálculos."
Numa das empresas, o elemento que me atendeu, após calcular o que deveria calcular, me mandou o orçamento num arquivo de... AutoCAD ! Não, não foi Word, Excel, ou qualquer pocaria do gênero.
O elemento preparou o texto e as tabelas demonstrativas da composição de custos no AutoCAD.
Daí que eu liguei prá ele e pedi para me passar, escrito à mão, num fax!
:..
A multiplicidade de ferramentas à disposição parece entupir os doze neurônios que os caras têm.
Na dúvida, o cara escolhe a opção mais improvável, complicada, demorada e ineficiente para te atender.
Não que a indústria de informática faça um grande esforço para que seus aplicativos "conversem" entre si. Seria tão simples...
O abismo a que se referem caras como o Dimenstein, abismo digital, não é só um indicador de classe social e acesso à informação. A diferenciação acontece em todos os níveis e onde menos se espera.
...
Quando leio os maravilhos artigos sobre informatização dos escritórios de arquitetura e engenharia, informatização do canteiro de obras, das empresas fornecedoras de insumos e serviços, um sorriso se me esboça. Tá bom, muito bem, bem demais.
Conta outra.
Soube agora à noite da happy de emergência em despedida ao Magoo, com a presença do Zeca.
Puxa, estou aqui em Ilhabela domando as crianças, velejando uma merreca que não passou hoje duns dez nós, quando há vento, churrasqueando com meu concunhado argentino - apesar de tudo, um boa praça...
Com tudo isso e mais um pouco, ainda sinto muita vontade de estar ai, agora, com vocês.
No gráfico da CPTEC vemos que os ventos chegam de Sueste na Ilhabela. Na Ponta das Canas, aceleram graças ao afunilamento que a montanha cria, chegando hoje a uns dez nós, ou pouco mais.
Amanhã à tarde deverá entrar de Leste, com rajadas de até 15 nós (será?). Vou cair na água. Depois, merreca novamente e volto prá cerveja.
The Narrative of Arthur Gordon Pym of Nantucket, by Edgar Allan Poe, 1850
Vou deixar por aqui durante algum tempo. Quem se interessar, baixe para ler. Vale a pena.
O vento Sirocco, que sopra do deserto para o mar, no Marrocos.
A localização de Moby Dick é importante para a trama, e acontece num período igualmente importante. A maior parte do livro se passa nos vários oceanos, como o Atlântico, o Índico e o Pacífico, em meados do século 19. No entanto, boa parte da novela se passa na Nova Inglaterra, na Ilha de Nantucket e ao redor dela.
Extrato do primeiro capítulo:
As most young candidates for the pains and penalties of whaling stop at this same New Bedford, thence to embark on their voyage, it may as well be related that I, for one, had no idea of so doing. For my mind was made up to sail in no other than a Nantucket craft, because there was a fine, boisterous something about everything connected with that famous old island, which amazingly pleased me. Besides though New Bedford has of late been gradually monopolizing the business of whaling, and though in this matter poor old Nantucket is now much behind her, yet Nantucket was her great original- the Tyre of this Carthage;- the place where the first dead American whale was stranded. Where else but from Nantucket did those aboriginal whalemen, the Red-Men, first sally out in canoes to give chase to the Leviathan? And where but from Nantucket, too, did that first adventurous little sloop put forth, partly laden with imported cobblestones- so goes the story- to throw at the whales, in order to discover when they were nigh enough to risk a harpoon from the bowsprit?
Desde o Tsunami no Índico que eu vinha me sentindo mais velho...
Agora entendi: hoje a folha noticiou que a Terra está girando mais rapidamente.
O motivo é que, com o ajuste das placas que gerou o maremoto, a Terra emagreceu um pouquinho.
Como as bailarinas que, fechando os braços, aceleram sua rotação, a Terra fez o mesmo!
::
Sua circunferência diminuiu em quase um milimetro e o período de rotação diminuiu em, segundo a folha, exatos 2,68 milionésimos de segundo.
E ai, meninas ? Sacudam-se para emagrecer, mas cuidado com o envelhecimento, já que seus dias passarão mais rápido!
Onde está o fauno ?
Drake, cê tava falando da mata Atlântica ?
Então siga o link e veja algumas imagens de satélite que mostram um pouco nossa área ai em cima...
Drake Passage, Scotia Sea
Vá manter o rumo com esses ventos formando vortexes, nas Ilhas Canárias!
E agora vão cutucar com a vara curta um cometa!
A missão Deep Impact da NASA lançou um Vô que colocará um satélite em rota de colisão com o cometa Tempel 1, com o qual parte do satélite se chocará, enquanto outra parte observará.
A idéia da missão é coletar partículas que se acredita sejam reminiscentes dos momentos iniciais da formação do Sistema Solar.
Uma outra missão, européia, tem já um satélite voando rumo a outro cometa, no qual deverá pousar !
::
Há ainda outra missão, stardust, destinada a coletar e trazer de volta amostras de pó espacial, e no caminho encontrar o cometa Wild 2.
A seguir, o cometa Machholz à direita das Pleiades.
De tudo isso, e de algumas outras missões ( como a estação espacial, os satélites que fotografam a terra
a cada poucos minutos ) , acho que estamos bem, mesmo que participando apenas como observadores - e observados ;-)
Ciclone Japhet
Lagoas no Rio Grande do Sul
Ah, não resisti!
Esse ai, André Basilio, é o cidadão que publicou o site A Fraude do Século !
O elemento acha realmente que a NASA fraudou o público por 35 anos e que o homem jamais teria chegado à Lua. Haja paciência ! Mas me dei ao trabalho de ir até o fim do site e, voilá, o sicrano está escrevendo 'um livro' chamado A Fraude do Século.
Como nem todo mundo [ ainda bem ! ] tem paciência prá visitar o sítio do André, transcrevo aqui um dos trechos da insanidade que propõe:
Por incrível que pareça, depois que este site já estava no ar, ainda encontrei mais um erro nesta foto! Isso mesmo. Agora são 8 erros! Ampliando cada foto tirada pela NASA você pode verificar que, na lente interna das câmeras fotográficas utilizadas, há tênues cruzes utilizadas como marcadores para que as imagens a serem fotografadas sejam melhor focalizadas. Estas cruzes ficam na parte interna da câmera, entre o filme e o obturador. Na foto acima, poderia ter sido utilizada uma lente objetiva para distorcer um pouco a imagem, conforme pode ser comprovado ampliando a própria foto, mas tal lente objetiva estaria do lado de fora da câmera e nunca poderia distorcer as cruzes constantes na foto, feitas pela lente interna da câmera! Veja que as cruzes estão distorcidas! Portanto, só me resta concluir que esta foto foi manipulada em estúdio!
André não sabe que se usam softwares que "montam" imagens tiradas em seqüência panorâmica, aplicando distorções esféricas a cada imagem. Veja esta imagem da Faria Lima, que estranha ! Deve ter sido manipulada em estúdio, num é pussiver, genti! Notem que as faixas de rolamento então tortinhas...
Bom, eu tenho um conhecido argentino. Portenho, prá falar a verdade.
Tenho inúmeros amigos argentinos, velejei com vários deles. Já fiz negócios com argentinos e, não podia deixar de ser, prefiro as churrascarias dos argentinos aqui em São Paulo.
Em meu time, temos um artilheiro argentino que vem de um time argentino irmão do meu, o Boca Juniors.
::
Disse tudo isso para que não fique a falsa impressão de que não simpatizo com eles.
Mas meu amigo é uma fonte inesgotável de teorias conspiratórias, suspeitas de complôs e coisas do gênero.
Vejam essa. Ele recebeu [ e recebeu porquê está sempre cutucando... ] um link para um site em que o mala afirma que NUNCA houve homem na lua; tudo não passaria de uma conspiração.
Você já recebeu e.mails desse tipo, com certeza!
No site em questão, um mala expõe evidências da fraude do século.
:::
Mas não podia deixar passar essa! Eu simplesmente me encanto com nossas aventuras espaciais.
Apenas para dar segmento aos assuntos do mar: tem dois autores que devem ser lidos.
Um deles é o próprio Melville, em seu Moby Dick.
O outro, Robert Louis Stevenson, com a Ilha do Tesouro.
São livros que muitos de nós lemos aos 13, 14, e que agora adquirem outra dimensão, aos 40 e tantos.
Há também um pequeno livro do Edgar Allan Poe, THE NARRATIVE OF ARTHUR GORDON PYM OF NANTUCKET, em que Arthur Gordon Pyn narra aventuras em terras dos mares do sul. É uma pequena joia, tanto pelo diálogo com os romances de aventura dos senhores acima como pelos jogos enigmáticos que propõe...
Note o tom que ele imprime a esse trecho do primeiro capítulo:
The mystery of our being in existence was now soon explained. We had been run down by the whaling-ship, which was close-hauled, beating up to Nantucket with every sail she could venture to set, and consequently running almost at right angles to our own course. Several men were on the look-out forward, but did not perceive our boat until it was an impossibility to avoid coming in contact- their shouts of warning upon seeing us were what so terribly alarmed me. The huge ship, I was told, rode immediately over us with as much ease as our own little vessel would have passed over a feather, and without the least perceptible impediment to her progress. Not a scream arose from the deck of the victim- there was a slight grating sound to be heard mingling with the roar of wind and water, as the frail bark which was swallowed up rubbed for a moment along the keel of her destroyer- but this was all.
Então, numa madrugada dessas, reassisti ao Moby Dick, com o Gregory Peck.
Para quem veleja ou vai bastante à praia, que seja, é um filme importante, ainda em tempos de tsunamis...
A relação que Ahab ( Peck ) tem com os elementos é alucinante.
Claro, é um filme do John Huston!
::
Ahab é obsecado pela captura de Moby Dick [ uma imensa baleia branca ] e o dominio que estabelece sobre sua tripulação, com rituais pagãos, é um dos truques narrativos empregados por Huston para transmitir a dimensão de sua obsessão. Outro é a maneira como maneja o barco, levando-o aos seus limites durante a tempestade.
I'll follow him around the Horn, and around the Norway maelstrom, and around perdition's flames before I give him up.
Esse é um filme dos tempos menos politicamente corretos, e povoado de imagens reais de caça a baleias, sendo arpoadas 'a mão' desde baleeiras a remo, rebocadas a remo a bordo do navio e trinchadas, sua banha fervida e filtrado o óleo... tudo sob a justufucativa cristã de que a matança é uma tarefa que serve aos desígnios de deus: o óleo alimenta as lamparinas nas cidades.
As cenas das baleeiras surfando, rebocadas pelas baleias arpoadas, só vendo...
A contraposição entre esse desígnio divino [ representado pelo imediato Starbuck ] e a obsessão de Ahab é o eixo no livro de Herman Melville e Huston traduz nervosamente o conflito.
It is our task in life to kill whales, to furnish oil for the lamps of the world. If we perform that task well and faithfully, we do a service to mankind that pleases Almighty God. Ahab would deny all that. He has taken us from the rich harvest we were reaping to satisfy his lust for vengeance. He is twisting that which is holy into something dark and purposeless. He is a Champion of Darkness. Ahab's red flag challenges the heavens.
Um personagem à parte é Queequeg, um 'indio' tatuado, pagão, e que faz um intermezzo entre os dois extremos do conflito.
Richard Basehart [ o almirante Nelson do seriado Viagem ao fundo do mar ] faz um grumete, único sobrevivente e narrador da história.
O roteiro é uma parceria entre Huston e Ray Bradbury, e Orson Welles faz uma ponta como Father Mapple, o pastor que profere um sermão sobre Jonas e a baleia, antes do embarque da tripulação.
Seguindo a idéia de que nos tratam como beócios no que tange a números, numerologias, algarismos e quantidades, vejamos como pensam eles:
. Bom, é claro que a maior parte 'deles' [ nós ] não tem mesmo a menor idéia de quais sejam as diferentes unidades usadas ao redor do mundo [ e mesmo, talvez, pelo padeiro da esquina ].
. Então, vamos simplificar um pouco, para que mais pessoas entendam o que queremos dizer.
. Então, fazemos umas continhas - ou deixamos um site qq fazê-las por nós [ eles ] , já que ninguém é de ferro..
. Colocamos os esdrúchulos resultados nos textos, como saem da calculadora [ 96 milhas por hora e outras sandices ] ::
. ou quem sabe 'arredondamos' os resultados [ completando, então, a desinformação ]:..
No processo, não se informa adequadamente nem quem seja capaz de acompanhar valores expressos em outras unidades, nem criamos estímulos para quem não as conhece busque se informar.
Em suma, adotamos por princípio que o ignorante o é por incapacidade definitiva e irretratável. Jamais sairá das trevas.
Chama-se a isso "democratizar" as informações !
:::
Imagine um guarda te parando e informando: "O senhor ia a 43,7 Kilometros por hora, e o limite é de 24,8 km/h... "
O Dárkon completa lá no fau.usp.1984:
bem notado mano.
uma vez, assistindo um anúncio
da globo sobre a olimpíada,
me deparei com esta pérola,
narrada em tom heróico:
"a distância se mede metros
e a velocidade em segundos"
o impressionante é q um
escreveu, outro aprovou e
outro narrou e foi pro ar
Bem, filho de engenheiro e matemático costuma mesmo ter esse tipo de problema, mas acho que posso compartilhá-lo um pouco.
Estou um pouco cheio de escritores, tradutores e jornalistas 'inumerizados'. Bem, que seja, iletrados em números, se me entendem.
Estava lendo uma notícia sobre o maldito tsunami do Índico e lá vi: " [] aproximadamente 134.672 mortos... "
Como assim? Aproximadamente 134.672?
.::
Sempre me pego dando atenção a esses 'pequenos detalhes'. Imagine agora o problema de traduzir 'unidades'. Pra começar, os jornalistas admitem que você seja incapaz de entender o que seja uma légua ou uma milha.
Imagine ler a 20.000 léguas submarinas, ups, 60.000 milhas náuticas submarinas, ou 111120 km submarinos? Mas o cara que vai traduzir não sabe que existe tal coisa, Légua Submarina, e acha por ai que uma légua tem 4,828km, o que dá 96.560 km submarinos.
Como ficamos ? 96.560 Kilometros Submarinos, por Jules Verne. Belíssimo. Tudo isso para descomplicar a vida do caro leitor.
::
Em alguns filmes legendados, os caras tem a pachorra de 'trair' placas de velocidade. Algo assim: a placa de velocidade [ ou o velocímetro ] indica: 60 mph. A tradução: 96 km/h. Ahnhan. Tá bom.
...
Bom, gastei aproximadamente 3 minutos e 42 segundos para escrever isso.